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APH

Origens do APH

Em torno do ano de 1790 os Franceses começaram a transportar soldados feridos das zonas de batalha para que eles pudessem receber tratamento médico. Essas são as primeiras evidencias documentais de um serviço médico de emergência.

Outras guerras inspiraram sistemas similares. Por exemplo durante a guerra civil Americana, Clara Barton fundou a Cruz Vermelha. Nos anos 60 foi criado na França o programa SAMU com o objetivo de aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes através do atendimento médico pré-hospitalar.

Utilização de Voluntários

Desde sua concepção, o SAMU Brasileiro não previu a utilização de serviço voluntário.

Há no Brasil uma série de grupos voluntários regionais que atuam por conta própria realizando serviços de APH, sem vínculo formal com o SAMU. A maioria possui veículos próprios fruto de doações ou adquiridos com recursos dos próprios voluntários.

Esses grupos atuam principalmente no Sul do Brasil e em Minas Gerais. Contudo são muito poucos para atender a gigantesca demanda Brasileira por serviços de emergência, e sua operacionalidade é limitada pela falta de apoio e integração com os órgãos públicos.

Desde 1998 a Lei Brasileira legitima o serviço de voluntários, e o Ministério da Saúde já possui definida as qualificações mínimas para um socorrista. Mas infelizmente o SAMU ainda não desenvolveu um programa para se beneficiar dessa grande vantagem que seria a utilização regular de socorristas voluntários para complementar seu quadro de socorristas de carreira.

O Ministério da Saúde já tem experiência com o uso de mão de obra voluntária a exemplo da Força Nacional do SUS. Mas são ações pontuais de mobilização para suportar grandes catástrofes como enchentes e desabamentos.

SIGNIFICADO DE APH

 

Atendimento pré hospitalar (APH) ou socorro pré-hospitalar é o atendimento emergencial em ambiente extra-hospitalar (fora do hospital). De acordo com a legislação brasileira existem dois tipos de Atendimento Pré Hospitalar, o Fixo e o Móvel.

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR FIXO

O Fixo está dividido em dois tipos:

1°. UNIDADE DE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS E A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E O PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA As atribuições e prerrogativas das unidades básicas de saúde e das unidades de saúde da família em relação ao acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros, independentemente de estarem qualificados para atenção básica (PAB) ou básica ampliada (PABA).

2°. UNIDADES NÃO-HOSPITALARES DE ATENDIMENTO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS

Estas unidades, que devem funcionar nas 24 horas do dia, devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). Pelas suas características e importância assistencial, os gestores devem desenvolver esforços no sentido de que cada município sede de módulo assistencial disponha de, pelo menos uma, destas Unidades, garantindo, assim, assistência às urgências com observação até 24 horas para sua própria população ou para um agrupamento de municípios para os quais seja referência.

As atribuições e formatações devem ser conferidas na PORTARIA Nº 2048, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2002 emitida pelo Ministério da Saúde site do Ministério da Saúde.

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL

O Móvel também esta dividido em dois tipos:

 

1°. Atendimento pré-hospitalar móvel primário: Quando o pedido de socorro for oriundo de um cidadão.

2°. Atendimento pré-hospitalar móvel secundário: Quando a solicitação partir de um serviço de saúde, no qual o paciente já tenha recebido o primeiro atendimento necessário à estabilização do quadro de urgência apresentado, mas necessite ser conduzido a outro serviço de maior complexidade para a continuidade do tratamento.

Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência e emergência, o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, inclusive as psiquiátricas), que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário, portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde.

O Serviço de atendimento pré-hospitalar móvel deve ser entendido como uma atribuição da área da saúde, sendo vinculado a uma Central de Regulação, com equipe e frota de veículos compatíveis com as necessidades de saúde da população de um município ou uma região, podendo, portanto, extrapolar os limites municipais. Esta região de cobertura deve ser previamente definida, considerando-se aspectos demográficos, populacionais, territoriais, indicadores de saúde, oferta de serviços e fluxos habitualmente utilizados pela clientela. O serviço deve contar com a retaguarda da rede de serviços de saúde, devidamente regulada, disponibilizada conforme critérios de hierarquização e regionalização formalmente pactuados entre os gestores do sistema loco-regional.

Para um adequado atendimento pré-hospitalar móvel o mesmo deve estar vinculado a uma Central de Regulação de Urgências e Emergências. A central deve ser de fácil acesso ao público, por via telefônica, em sistema gratuito (192 como número nacional de urgências médicas ou outro número exclusivo da saúde, se o 192 não for tecnicamente possível), onde o médico regulador, após julgar cada caso, define a resposta mais adequada, seja um conselho médico, o envio de uma equipe de atendimento ao local da ocorrência ou ainda o acionamento de múltiplos meios. O número de acesso da saúde para socorros de urgência deve ser amplamente divulgado junto à comunidade. Todos os pedidos de socorro médico que derem entrada por meio de outras centrais, como a da polícia militar (190), do corpo de bombeiros (193) e quaisquer outras existentes, devem ser, imediatamente retransmitidos à Central de Regulação por intermédio do sistema de comunicação, para que possam ser adequadamente regulados e atendidos.

Saiba mais!

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Atendimento_pré-hospitalar

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